19 de março de 2006

Plantação no Pico do Areeiro
(18-03-2006)

A previsão meteorológica para Sábado, 18 de Março, apontava para ventos fortes e aguaceiros nas zonas altas da Madeira. Mesmo assim, um grupo de sócios da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal não se assustou e, como já vem sendo habitual desde Outubro de 2001, foi até ao Pico do Areeiro dar continuidade aos trabalhos de plantação de árvores e arbustos numa área desertificada e onde começa a ser visível um oásis com quase 6 hectares entre os 1700 e os 1800 metros de altitude.

Felizmente o tempo esteve muito melhor do que previra o Instituto de Meteorologia e mais abaixo, a cerca de 1500 metros de altitude, nos terrenos do Montado do Cabeço da Lenha, propriedade da Associação desde Outubro do ano passado, o sol brilhou e aqueceu a equipa que aí ficou a plantar árvores indígenas entre as urzes arbóreas com o objectivo de recuperar a biodiversidade.

Três dias antes do Dia Mundial da Árvore e da Floresta, a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal realizou mais uma jornada de combate à desertificação.

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Vista da baía e vale do Faial desde o Montado do Cabeço da Lenha  


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Montado do Cabeço da Lenha  


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Plantação de árvores indígenas no Montado do Cabeço da Lenha, visando aumentar a biodiversidade.  


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Nos primeiros anos as árvores crescem em latas ferrosas que também são colocadas no solo. Assim, concilia-se a recuperação do coberto vegetal com a redução dos resíduos de embalagens.


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Entre os 1700 e os 1800 metros de altitude, no Pico de Areeiro, a Associação está a criar um oásis com cerca de 6 hectares, que começa a salientar-se no deserto de montanha.  


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Em Outubro de 1995 foram retiradas as cabras e as ovelhas que pastavam nos terrenos do Parque Ecológico do Funchal. Na vertente e no interflúvio a oeste da Ribeira de Santa Luzia o gado só saiu em Julho de 2003.
Em Março de 2006 as urzes molares (Erica arborea) formam uma grande mancha no Parque Ecológico, enquanto nas encostas do lado oposto a autorregeneração ainda não é visível.
A recuperação do coberto vegetal nas terras altas é fundamental para a redução dos riscos de cheias da Ribeira de Santa Luzia e para o aumento da segurança na baixa do Funchal.


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No Pico dos Melros (Parque Ecológico do Funchal) existe um dos melhores núcleos da formação vegetal de altitude. O vermelho é da uveira da serra (Vaccinium padifolium) e o verde predominante é das urzes molares (Erica arborea).


3 Comentário(s):

Anonymous Bis Bis Espião escreveu...

Queria dar os parabéns ao Silvestre e à restante equipa pelo empenho e pela prestação que têm tido nas obras da Cabana Dr. Rui Silva, realmente com sócios assim a Associação continuará a ser orgulho de todos.

21 março, 2006 20:37  
Anonymous A Governanta da Cabana escreveu...

A governanta ficou muito sensibilizada com os parabéns também merecidos :) Claro que o Silvestre está de parabéns, tal como os restantes membros ainda que menos dedicados mas com a mesma vontade e orgulho neste projecto.

Estão também de parabéns:
- as pessoas que se dedicam à cozinha e que mensalmente preparam verdadeiros repastos para os enérgicos colaboradores
- os condutores que primam pela chegada atempada quer de pessoas quer de material ao local das plantações
- os fotógrafos/as (da era digital e não só) que nos permitem guardar por muito tempo pequenos grandes momentos...

Parabéns ao Virgílio, que para além de colaborar intensivamente nas actividades ainda arranja um tempinho para promove-las aqui na internet, dando a possibilidade a muitas pessoas distantes e não só, de acompanharem os nossos trabalhos e caminhadas em nome de um ambiente melhor.

Ao "Mestre" e grande mentor do projecto, que continue com o mesmo entusiasmo e força e ainda os parabéns pelo magnífico documentário sobre plantas que veio enriquecer a nossa programação televisiva.

A todos sem excepção (incluindo os espiões) um obrigada por esta Associação!

22 março, 2006 12:35  
Anonymous Virgílio escreveu...

Quem corre por gosto...

Resta-me agradecer os Parabéns embora, sem demérito para o Espião e a Governanta, prefira encontrar o reconhecimento em todas as pequenas plantas e árvores que vão crescendo e ganhando terreno por esta ilha, fruto do trabalho e empenho que todos os voluntários têm dedicado a esta causa.

Quanto ao programa, os hibiscos foram muito bem apresentados, e aos que não puderam ver ontem, ao contrário do que é meu hábito, recomendo que se sentem frente a uma televisão no próximo Sábado às 19:45 na RTP-M para ver a reposição. Vão ver que são 7 minutos bem empregues.

22 março, 2006 15:48  

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