27 de julho de 2010

Ribeiro da Pena - Um Caso de Estudo

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Passados mais de cinco meses da catástrofe de 20 de Fevereiro, sinto o dever cívico de publicamente apelar à reflexão e ao debate técnico-científico para o que tem vindo a ser feito no segmento do Ribeiro da Pena (antigo Ribeiro do Valverde), entre a Quinta dos Reis e o Largo das Babosas.

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Para quem tem a memória curta, relembro que, naquela negra manhã de sábado, a massa de água, lama e blocos rochosos que extravasou do ribeiro estrangulado matou 6 pessoas e destruiu muito património edificado.

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Porque os documentos históricos nos informam, que pelo menos desde o século XVIII, o pequeno ribeiro tem revelado uma sanha assassina, cheguei a acreditar que a intervenção pós 20 de Fevereiro seria executada com base em cuidados estudos levados a cabo por uma missão multidisciplinar, liderada por um reputado professor do Instituto Superior Técnico.

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Estava equivocado, e quando esta tarde olhava do alto para o Ribeiro da Pena, recordei-me desta quadra do António Aleixo:

“Quem prende a água que corre
  É por si próprio enganado:
  o ribeirinho não morre,
  vai correr para outro lado.”

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As imagens que ilustram este artigo são muito mais clarividentes do que quaisquer comentários que eu aqui possa deixar registados. Apenas vos peço atenção para a quantidade de betão que tem sido gasto para construir um canal estreitíssimo, entre a estrada do Livramento e o caminho da Portada de Santo António. Reparem, que por baixo deste caminho mantiveram exactamente a mesma secção de vazão.

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Estamos perante um caso de inconsciência? Ou duma obra com projecto assinado por um técnico especializado em hidráulica?

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Mais a montante a paisagem continua deprimente, com ruínas e terras por limpar, ao alcance das objectivas dos turistas que sobem ao Monte de teleférico.

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O que está a ser feito no Ribeiro da Pena deve constituir um caso de estudo para os especialistas em ordenamento do território e um motivo de indignação para todos os cidadãos que já tomaram consciência da força destruidora dos caudais lamacentos.

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Texto e fotos de Raimundo Quintal

23 de julho de 2010

Visita de Estudo em Portugal Continental - parte 2:
Parque do Monteiro-Mor
(3 de Junho de 2010)

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O Parque do Monteiro-Mor localiza-se na zona do Lumiar, em Lisboa. Infelizmente pouco conhecido, mesmo pela maioria dos lisboetas, guarda um extraordinário património histórico e botânico. No seu interior convivem o Museu Nacional do Traje, o Museu Nacional do Teatro e um importante Parque Botânico, criado no último quartel do século XVIII por iniciativa do 3º Marquês de Angeja, que foi primeiro ministro no reinado de D. Maria I.

“A sua exposição a norte e a própria vegetação, entre outros factores, criaram um micro-clima que beneficia este património botânico. São mais de 200 espécies de plantas, ora exóticas, ora autóctones. Na história do Parque passaram famosos botânicos e jardineiros de renome europeu, como o botânico italiano Domenico Vandelli (1735-1816), que foi director dos jardins botânicos da Universidade de Coimbra e da Ajuda, ou o botânico austríaco Friedrich Welwitsch (1806-1872), antigo director do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, que teve um papel preponderante.

O parque desenvolve-se por um jardim de influência romântica, com os seus caminhos sinuosos e intimistas, lagos, tanques e pequenas cascatas, onde se inclui a principal colecção botânica, e se destacam árvores monumentais com mais de 160 anos de idade, sobreviventes ao ciclone que assolou Lisboa em 1941.”

(in “Guia dos Parques, Jardins e Geomonumentos de Lisboa” – Câmara Municipal de Lisboa)

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Pimenteira-bastarda (Schinus molle) – árvore perenifólia – Brasil, Uruguai, Paraguai, Norte da Argentina

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Glicínia (Wisteria sinensis) – arbusto trepador, caducifólio – China

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Araucária (Araucaria heterophylla) – árvore perenifólia – Ilha de Norfolk

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Estrelícia-gigante (Strelitzia nicolai) – planta arborescente, perenifólia – África do Sul

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Sequóia (Sequoia sempervirens) – árvore perenifólia – Ocidente dos Estados Unidos da América, regiões costeiras do Oregão e Califórnia

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Araucária ou Pinheiro-da-Nova-Caledónia (Araucaria columnaris) – árvore perenifólia – Nova Caledónia

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Loureiro-da-Nova Zelândia (Corynocarpus laevigatus) - árvore perenifólia – Nova Zelândia

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Evónio (Euonymus japonicus) – arbusto perenifólio – Japão, Coreia, China

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Pitospóro-da-China ou Tobira (Pittosporum tobira ‘Variegatum’) – arbusto perenifólio – origem hortícola

20100603-vs-0128 Cóculo (Cocculus laurifolius) – árvore perenifólia – Himalaias até ao Japão

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Ginco (Ginkgo biloba) – árvore caducifólia – Ásia Oriental

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Brincos-de-princesa ou Mimos (Fuchsia cv.) – arbusto perenifólio – origem hortícola

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Margarida-amarela (Coreopsis lanceolata ‘Sterntaler’) – herbácea perene – origem hortícola

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Fimósia (Phymosia umbellata) – arbusto perenifólio – México

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Araucária (Araucaria heterophylla) – árvore perenifólia – Ilha de Norfolk

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Trombeteira (Brugmansia x candida) – arbusto perenifólio – origem hortícola

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Azereiro ou Ginjeira-brava (Prunus lusitanica) – árvore perenifólia – Península Ibérica

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Evónio (Euonymus japonicus cv.) – arbusto perenifólio – origem hortícola

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Teixo-chinês (Cephalotaxus fortunei) – árvore perenifólia – China

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Faia-europeia (Fagus sylvatica) – árvore caducifólia – Europa Central até ao Cáucaso

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Cedro-de-Oregão (Chamaecyparis lawsoniana ‘Erecta Viridis’) – árvore perenifólia – origem hortícola

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Teixo (Taxus baccata ‘Fastigiata’) – árvore perenifólia - origem hortícola

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Taxódio (Taxodium mucronatum) – árvore caducifólia – México

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Palmeira-das-vassouras (Chamaerops humilis) – palmeira multicaule – Mediterrâneo

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Brincos-de-princesa ou Mimos (Fuchsia cv.) – arbusto perenifólio – origem hortícola

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Trombeteira (Brugmansia x candida) – arbusto perenifólio – origem hortícola

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Madressilva (Lonicera japonica) – trepadeira semi-lenhosa, perenifólia – China, Japão

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Cordiline (Cordyline stricta) – arbusto perenifólio – Austrália

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Cóculo (Cocculus laurifolius) – árvore perenifólia – Himalaias até ao Japão

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Bela-sombra (Phytolacca dioica) – árvore perenifólia – América do Sul

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Árvore-da-borracha-australiana (Ficus macrophylla) – árvore perenifólia – Austrália

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Loendro ou Sevadilha (Nerium oleander) – arbusto perenifólio – Mediterrâneo até o Oeste da China

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Malva-silvestre (Malva sylvestris) – herbácea perene – Europa, Sudoeste da Ásia, Norte de África

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Alcachofra (Cynara scolymus) – herbácea perene – origem desconhecida

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Dragoeiro (Dracaena draco subsp. draco) – árvore perenifólia – Madeira, Canárias

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Glicínia (Wisteria sinensis) – arbusto trepador, caducifólio – China

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Lírio-dum-dia (Hemerocallis x hybrida) – herbácea perene – origem hortícola

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